Dados que movem decisões

Seu próximo
caminhão começa
com informação.

Compare caminhões lado a lado. Entenda as diferenças, simule sua operação e encontre a configuração que faz sentido para você.

Fichas técnicas identificadasComparação por aplicação
VISÃO DO VEÍCULODATATRUCK / 01
MotorPotência + torque
ConfiguraçãoTração + aplicação
OperaçãoPesos + dimensões

Compare com contexto

Especificações, condições e acesso à ficha original.

Simule sua operação

Rotação, velocidade por marcha e saldo de carga.

Explore o valor de revenda

Referências de mercado e um guia de avaliação.

DataTruck · Área de comparaçãoEmplacamentos- Semireboques →Emplacamentos - Rígidos →Biblioteca técnica →

Estude um caminhão ou compare dois lado a lado.

Dados das fichas técnicas oficiais enviadas por você, organizados pelos grupos da montadora.

1 · Escolher o grupo

Que tipo de veículo você quer comparar?

Quais informações você quer comparar?

Selecione um ou mais grupos. Sem seleção, todas as informações serão exibidas.

Todos os grupos serão exibidos.

Escolha um grupo para começar.
Como ler: “Informação inexistente” significa que o atributo não consta naquela ficha. “nd” na ficha significa item não disponível. O asterisco (*) identifica um opcional.
Selecione duas fichas e clique no botão para gerar a comparação.

Mais informação para sua decisão

Ao gerar um comparativo, você também encontra calculadoras de rotação, velocidade por marcha e saldo para carga, além de links para consultar anúncios e a FIPE. Os atributos técnicos têm explicações para ajudar na leitura. Escolha os veículos para experimentar →

ENTENDA A FRENAGEM AUXILIAR

Freio motor e Retarder

Dois recursos para controlar a velocidade e reduzir a solicitação dos freios de serviço.

No motorFreio por escape, compressão ou combinação de tecnologias
Na transmissão de forçaRetarder · posição e princípio dependem do projeto
Nas rodasFreios de serviço · discos ou tambores
Utiliza o motor

Freio motor

Cria resistência ao movimento do motor, por restrição do escape, controle das válvulas ou outras estratégias, conforme o sistema.

A capacidade varia com a rotação. Compare a potência de frenagem junto com a rotação em que foi declarada; respeite a faixa autorizada pelo fabricante.

Freio auxiliar adicional

Retarder

Produz torque resistente na transmissão de força. Há sistemas hidrodinâmicos, que usam fluido, e eletromagnéticos, entre outros projetos.

Um retarder secundário, ligado à saída da transmissão, responde à rotação desse lado do conjunto, não diretamente à rotação do motor. Outros arranjos têm comportamento diferente.

Continuam indispensáveis

Freios de serviço

Atuam nas rodas para desacelerar e parar o veículo. Os auxiliares ajudam a reduzir seu uso e aquecimento em operação prolongada.

Freio motor e Retarder não substituem os freios de serviço nem o freio de estacionamento. O desempenho dos auxiliares também tem limites térmicos e de aderência.

Torque e potência de frenagem são diferentes

Torque · Nm

É o esforço resistente de rotação. Identifique o eixo de referência: motor, entrada ou saída da transmissão.

Rotação · rpm

É a velocidade de giro naquele mesmo eixo. A rotação do motor não é necessariamente a do Retarder.

Potência · kW ou cv

É a taxa de absorção de energia. Para o mesmo torque, mais rotação representa mais potência.

Experimente a influência da rotação

Exemplo matemático com torque de frenagem fixo em 1.000 Nm. O torque e a rotação são medidos no mesmo eixo. Não representa a curva real de um freio motor ou Retarder.

Rotação do eixo
Potência de frenagem
Mesma potência em cv

Potência (kW) = torque (Nm) × rotação (rpm) × 2π ÷ 60.000. 1 cv ≈ 0,7355 kW. Sistemas reais não mantêm necessariamente torque constante; a curva, a temperatura e o controle eletrônico determinam a capacidade disponível.

Como comparar as fichas

  1. Confira a tecnologia e se o sistema é de série, opcional ou somente uma preparação.
  2. Compare a mesma unidade e as condições declaradas: kW/cv com rotação; Nm com seu eixo de referência.
  3. Observe a curva de frenagem, a capacidade de arrefecimento, o peso do conjunto e a aplicação.
  4. Consulte o manual para acionamento, seleção de marcha e uso em piso de baixa aderência.
Não confunda

4.700 Nm não são 4.700 cv. Torque não pode ser convertido em potência sem conhecer a rotação no eixo correspondente.

Não some máximos indiscriminadamente. As potências máximas do freio motor e do Retarder podem ocorrer em condições diferentes; a combinação também pode ser limitada pelo arrefecimento e pelo gerenciamento do veículo.

Mais potência auxiliar não define uma velocidade segura de descida. Peso, rampa, aderência, temperatura e condições do veículo e da via precisam ser considerados. A simulação não é orientação de condução.

Referências técnicas

ZF — Intarder

Volvo — Retarder RET-TH

ENTENDA A TRANSMISSÃO DE FORÇA

Relações de marcha e diferencial

Como a rotação e o torque do motor chegam às rodas.

MotorProduz torque e rotação
Caixa de marchasRelação varia com a marcha
Redução do eixoDiferencial e cubos, se houver
RodasTorque vira força no contato com o solo
Leia o número

O que é 3,07:1?

Em uma redução final de 3,07:1, o eixo de entrada gira 3,07 vezes para uma volta da saída, considerada a redução total.

Com a mesma marcha e pneus, uma relação numericamente maior aumenta a multiplicação de torque e reduz a velocidade por rotação do motor.

As reduções se multiplicam

Marcha × eixo

Uma marcha de 16,69:1 com eixo de 3,07:1 resulta em 51,24:1 de redução total.

Se houver redução nos cubos, inclua-a apenas quando ela ainda não estiver embutida no valor informado. Contá-la duas vezes distorce os cálculos.

Não cria potência

Força × velocidade

A redução aumenta o torque disponível nas rodas à custa de rotação. A transmissão tem perdas; não aumenta a potência produzida pelo motor.

Força de tração depende também do raio do pneu. A força utilizável no solo é limitada pela aderência e pelo peso nos eixos motrizes.

Direta, Overdrive e superlenta

Direta · 1,00:1

A entrada e a saída da caixa giram à mesma rotação. A redução do eixo continua atuando depois da caixa.

Overdrive · abaixo de 1

Exemplo: 0,77:1. A saída da caixa gira mais rápido que a entrada. Pode reduzir a rotação do motor para a mesma velocidade, conforme a relação do eixo e os pneus.

Superlenta · alta redução

Marcha voltada a baixas velocidades, partidas pesadas ou manobras, conforme o projeto. CL/CH e Crawler são designações que variam entre fabricantes.

Experimente combinar marcha e eixo

Exemplo fixo: motor a 1.500 rpm, torque de 2.500 Nm, circunferência de rolamento de 3,278 m e eficiência estimada de 90%. Não representa a curva real de um motor.

Redução total
Velocidade teórica
Torque total nas rodas · estimado

Velocidade calculada sem escorregamento. Não é velocidade máxima garantida, recomendada ou autorizada. O torque mostrado é do conjunto motriz, não de cada roda; não considera o limite de aderência.

Não confunda

12ª marcha não significa relação 12:1. O número da marcha é sua posição na sequência; a relação deve ser consultada no mapa.

Relação do diferencial não é bloqueio de diferencial. Uma multiplica torque e reduz rotação; o bloqueio limita diferenças de rotação entre rodas ou eixos.

Mais curta: relação numericamente maior. Mais longa: relação numericamente menor. Menor rotação não garante menor consumo: carga, faixa do motor e operação também importam.

Como o exemplo calcula

Redução total = relação da marcha × redução total do eixo.

Rotação das rodas = rotação do motor ÷ redução total.

Velocidade (km/h) = rotação das rodas × circunferência (m) × 60 ÷ 1.000.

Torque nas rodas (Nm) = torque do motor × redução total × eficiência.

ENTENDA O ATRIBUTO

Capacidade de carga dos eixos

O peso precisa caber no total e estar distribuído corretamente entre os apoios.

O que significa

Peso sobre o eixo

É a parcela do peso do veículo carregado que chega ao solo por aquele eixo ou conjunto de eixos. Inclui a participação da tara, do implemento, dos ocupantes e da carga.

Capacidade de 6 t não significa 6 t de carga útil: parte desse limite já é ocupada pelo veículo vazio.

Dois limites

Técnico × legal

Técnico: capacidade declarada pelo fabricante para a configuração. Legal: limite de circulação aplicável aos eixos e à composição.

Confira também suspensão, pneus, rodas e demais componentes. Um limite técnico maior não libera automaticamente mais peso na via.

Leia a configuração

Eixo × conjunto

Uma capacidade traseira pode se referir ao conjunto tandem, e não a cada eixo. “10 + 10 t” informa dois eixos; “20 t no conjunto” não permite concluir, sozinho, a carga de cada um.

Alternativas separadas por “/” podem corresponder a diferentes suspensões ou modelos. Não some as alternativas.

Experimente redistribuir o mesmo peso

Exemplo hipotético de um caminhão de três eixos. Peso total fixo: 22 t. Limites adotados apenas para a demonstração: dianteiro 6 t, conjunto traseiro 17 t e total 23 t.

Dianteiro · limite 6 t
Conjunto traseiro · limite 17 t
22 tTotal · limite 23 t

O controle redistribui o peso matematicamente entre os apoios. Não calcula posição da carga, momento, quinta roda ou divisão entre os dois eixos traseiros. Os valores não representam limites de um veículo específico nem uma autorização de circulação.

Não confunda saldo com capacidade de carga útil

Se o eixo dianteiro admite 6 t e suporta 4 t com o veículo vazio, seu saldo é 2 t. Isso não significa que se pode colocar 2 t em qualquer ponto da carroceria: a posição da carga determina quanto vai para cada apoio.

A soma das capacidades dos eixos não substitui o PBT/PBTC. Todos os limites precisam ser atendidos. Estar dentro do peso total não garante que cada eixo esteja dentro do seu limite.

Como usar no comparador

  1. Identifique se o valor é por eixo ou por conjunto.
  2. Leia o limite técnico e o legal, a suspensão e os pneus correspondentes.
  3. Confira a tara por eixo e a distribuição prevista com implemento e carga.
  4. Confirme as cargas reais por pesagem adequada e respeite também PBT, PBTC e componentes.
Referência oficial

DNIT — pesos, dimensões e autorizações

O exemplo é didático. A aplicação depende da configuração, documentação e regulamentação vigente.

ENTENDA OS LIMITES DE PESO

PBT · PBTC · CMT

Três limites diferentes para escolher e dimensionar o caminhão.

Veículo

PBT

Peso Bruto Total. Limite do veículo carregado: veículo vazio, carroceria ou equipamento, ocupantes e carga.

Na pesagem, o peso real é a soma das cargas transmitidas pelos seus eixos. Compare esse resultado com o PBT aplicável.

Conjunto

PBTC

Peso Bruto Total Combinado. Limite da composição completa: caminhão ou cavalo, reboques ou semirreboques e suas cargas.

Na pesagem, some todos os eixos do conjunto. Não some novamente a carga da quinta roda: ela já aparece nos eixos que a sustentam.

Capacidade de tração

CMT

Capacidade Máxima de Tração. Limite indicado pelo fabricante para o peso total que a unidade tratora pode tracionar.

Está ligado à capacidade de transmitir esforço e à resistência dos componentes. Inclui o peso da unidade tratora; não representa apenas a carga transportada.

Técnico e legal: como ler a ficha

Limite técnico

Capacidade informada pelo fabricante para a configuração e condições de aplicação.

Limite legal

Limite de circulação aplicável à configuração, documentação, via e eventuais autorizações.

Respeite ambos

Capacidade técnica maior não libera automaticamente a circulação com aquele peso.

Exemplo de leitura · valores hipotéticos

90 tCMT do cavalo
74 tPBTC técnico da configuração
57 tLimite de circulação adotado no exemplo

Os 90 t de CMT não liberam um conjunto de 90 t. Neste exemplo, o peso total deve ficar dentro de 57 t e ainda respeitar a documentação, as cargas por eixo, os pneus, a quinta roda e os demais componentes. Os números não representam uma configuração legal específica.

Não confunda

PBT/PBTC não são carga útil. Parte do peso permitido é ocupada pelo veículo e pelo implemento. Exemplo: limite de 23 t e peso vazio de 9 t deixam um saldo total de 14 t, antes de conferir os limites por eixo e outros pesos não incluídos na tara.

CMT não é garantia de subir qualquer rampa. Desempenho depende também de torque, relações de transmissão, pneus, peso e aderência.

O total não basta. Mesmo abaixo do PBT/PBTC, um eixo pode exceder seu limite. Ao comparar, confira configuração e unidades: 1 t = 1.000 kg.

ENTENDA O ATRIBUTO

Tecnologia de emissões · EGR e SCR

Onde os NOx são reduzidos e qual é o papel do ARLA 32.

01 · Dentro do motor

O EGR recircula parte dos gases para a admissão e ajuda a reduzir a formação de NOx na combustão.

02 · Gases de escape

Os NOx que saem do motor seguem para o sistema de pós-tratamento.

03 · Sistema SCR

Utiliza ARLA 32 para converter NOx principalmente em nitrogênio e água.

Com resfriamento

EGR frio

Parte dos gases de escape passa por um trocador de calor antes de retornar à admissão. Isso contribui para reduzir a temperatura máxima de combustão e a formação de NOx.

Ao reduzir NOx no motor, pode diminuir a demanda de tratamento pelo SCR, conforme o projeto e a operação.

Sem resfriador dedicado

EGR quente

Os gases retornam à admissão sem passar por um resfriador dedicado. Seu efeito sobre a temperatura depende da calibração, da taxa de recirculação e da condição do motor.

O SCR pode usar dosagem simples ou dupla de ARLA 32. Essa escolha é independente do tipo de EGR.

Sem recirculação externa

Sem EGR

Não utiliza recirculação externa para controlar a combustão. A redução de NOx ocorre predominantemente no SCR, com injeção de ARLA 32.

Dispensa os componentes de recirculação externa e exige pós-tratamento dimensionado para os NOx produzidos pelo motor.

Dosagem simples × dupla

Simples: um ponto de dosagem de ARLA 32. Dupla: dois pontos, associados a etapas de tratamento em condições térmicas diferentes, como no Twin SCR.

A dupla dosagem amplia o controle dos NOx em diferentes situações. Não determina sozinha o consumo de ARLA nem comprova que o motor tenha EGR.

Referências de consumo de ARLA 32

Percentuais em relação ao volume de diesel consumido, fornecidos pela administração para os cenários citados. São referências de aplicação, não médias universais de cada tecnologia.

Cenário de referência informadoDosagemARLA / diesel
EGR frioConforme projeto≈ 5%
EGR quente · cenário Volvo citadoSimples9% a 11%
Dupla dosagem · cenário Scania citado*Dupla14% a 16%
Sem EGRConforme projeto6% a 8%

* Twin SCR não identifica EGR quente. A Scania descreve versões Super com Twin SCR como SCR-only; confira a configuração do motor estudado. O percentual informado acima permanece como referência do cenário fornecido.

O que realmente diferencia os sistemas

EGR: reduz a formação de NOx dentro do motor. SCR: reduz os NOx presentes nos gases de escape, utilizando ARLA 32.

O consumo de ARLA depende dos NOx que chegam ao SCR, da conversão exigida, da calibração, da carga, do ciclo operacional e da temperatura. Os percentuais não devem ser atribuídos exclusivamente ao tipo de EGR.

ENTENDA O ATRIBUTO

Turbo compressor

Os gases de escape acionam uma turbina, que move o compressor e aumenta a quantidade de ar admitida pelo motor.

Controle dos gases

Wastegate

Geometria fixa com válvula de desvio. A válvula controla a pressão de sobrealimentação desviando parte dos gases para que não passem pela turbina.

É uma solução de construção relativamente simples. O controle não depende de alterar a geometria da turbina.

Controle dos gases

VGT

Geometria variável. Aletas móveis ajustam a passagem dos gases pela turbina conforme a rotação e a carga do motor.

Permite controlar a sobrealimentação em diferentes condições de operação. Em algumas aplicações, também participa do controle da contrapressão usada no freio motor.

Apoio do eixo

Roletado

Eixo apoiado em rolamentos. Utiliza rolamentos de esferas ou roletes no apoio do conjunto rotativo, em lugar dos mancais de deslizamento convencionais.

Reduz perdas por atrito e pode favorecer a resposta do turbo. Pode existir em turbos de geometria fixa ou variável.

São características diferentes

Wastegate e VGT descrevem o controle dos gases na turbina. Roletado descreve o apoio do eixo. Um turbo pode ser VGT e roletado ao mesmo tempo.

eVGT: geometria variável com atuação eletrônica do mecanismo. Esse nome não significa, por si só, que o eixo do turbo seja movido por um motor elétrico.

O que significa

Como usar na comparação

Como avaliar um caminhão usado

O valor de revenda depende do que o caminhão ainda pode entregar em serviço e de quanto o próximo proprietário precisará investir para colocá-lo na operação. Ano e quilometragem ajudam a comparar, mas não substituem a avaliação do estado do veículo, do histórico de manutenção e da configuração.

1. Comece comparando caminhões equivalentes

Procure anúncios da mesma família, motorização, ano-modelo, tração e tipo de cabine. Um 6x2 e um 6x4 podem ter públicos e aplicações diferentes; o mesmo vale para câmbio manual ou automatizado, suspensão a molas ou a ar e cabine curta ou leito. Confira também distância entre eixos, potência e equipamentos. Uma configuração valorizada em uma operação pode ser pouco procurada em outra.

Observe vários anúncios e anote preço, ano, quilometragem, região, configuração e tempo de anúncio, quando disponível. Confirme se o preço inclui carroceria ou implemento. Preço pedido não comprova o preço pelo qual o veículo será vendido. Na FIPE, consulte o modelo e o ano corretos e o mês de referência: o valor médio é um ponto de comparação, não uma avaliação individual do caminhão. A própria FIPE informa que os preços praticados variam com região, conservação, acessórios e condições de oferta e procura.

2. Histórico, quilometragem e horas de trabalho

Peça notas de serviços, registros de revisões e informações sobre a operação anterior. Confronte a quilometragem com esses documentos, o desgaste da cabine e os registros eletrônicos disponíveis. Horas do motor também ajudam: um caminhão pode ter rodado pouco e trabalhado muitas horas parado, com tomada de força ou em atividade urbana.

Pergunte o que foi reparado, quando, por qual oficina e com quais peças. Uma revisão comprovada pode reduzir a incerteza; a afirmação “motor feito”, sozinha, não garante qualidade nem elimina a necessidade de inspeção. Transporte rodoviário, obras, mineração e distribuição submetem o veículo a esforços diferentes.

3. Motor, arrefecimento e sistema de emissões

Combine uma inspeção com o motor frio, antes da partida. Observe dificuldade para pegar, funcionamento irregular, ruídos, vazamentos e fumaça persistente. Confira mangueiras, radiador e sinais de perda de líquido de arrefecimento. A aparência do óleo e do líquido pode levantar dúvidas, mas o diagnóstico deve ser feito por um profissional; nenhum sinal isolado confirma o estado interno do motor.

Peça leitura das falhas eletrônicas e verificação do sistema de emissões instalado naquela versão, incluindo SCR, dosagem de ARLA 32 e filtro de partículas, quando houver. Luzes de advertência, perda de potência ou componentes desativados precisam ser esclarecidos. Levante o orçamento dos reparos: um preço de compra menor pode ser consumido por manutenção de motor, injeção, turbo ou pós-tratamento.

4. Transmissão, embreagem e eixos

Em teste de rodagem, avalie engates, trocas, vibrações e ruídos. Em câmbio automatizado, verifique também o funcionamento das trocas e os registros de falhas; o desgaste da embreagem pode exigir diagnóstico específico. Pergunte sobre manutenção do câmbio e dos diferenciais e observe vazamentos e folgas com apoio da oficina.

Confira a relação do diferencial e sua adequação à aplicação pretendida. Ela influencia a rotação em viagem e o comportamento com carga. Uma relação diferente não significa, por si só, maior ou menor valor: o interesse depende do trabalho que o comprador fará. Peça orçamento para os componentes que apresentem desgaste, sem concluir que um ruído tem uma causa única.

5. Chassi, suspensão e sinais de esforço

Inspecione longarinas, travessas, fixações de carroceria, molas, bolsas de ar, amortecedores e articulações. Procure trincas, corrosão relevante, desalinhamento, soldas e alterações. Um reparo ou alongamento precisa ter sua origem e execução esclarecidas; não deve ser avaliado apenas pela pintura ou pelo acabamento externo.

Desgaste irregular dos pneus, cabine inclinada ou comportamento instável podem justificar investigação da suspensão e do alinhamento. Em veículos que tiveram uso severo, examine especialmente os pontos de fixação e os componentes sujeitos a esforço. Uma avaliação estrutural especializada ajuda a dimensionar o impacto na utilização e na revenda.

6. Rodas e pneus: uma despesa que aparece rapidamente

Confira todos os pneus, inclusive os internos dos rodados duplos e o estepe. Observe profundidade e uniformidade dos sulcos, cortes, bolhas, ressecamento, identificação e histórico de reformas. Examine rodas quanto a trincas, deformações e reparos. A avaliação da carcaça e da possibilidade de reforma deve ser feita por especialista.

Não considere apenas “pneus novos” ou “meia vida”. Anote quais precisam de substituição, as medidas e a aplicação em cada eixo e obtenha um orçamento. Um conjunto com desgaste irregular pode indicar um problema adicional de pressão, alinhamento ou suspensão. A condição dos pneus interfere no gasto inicial e na disponibilidade do caminhão.

7. Freios e sistemas de segurança

Peça verificação de freios de serviço, estacionamento e freio auxiliar, além de ABS, EBS e outros sistemas presentes. Observe avisos no painel, vazamentos de ar, tempo de formação de pressão e comportamento na frenagem durante um teste conduzido em condições seguras. Desgaste de tambores, discos e materiais de atrito exige inspeção técnica.

Inclua os reparos identificados no custo de compra. Sistemas de segurança com falhas não devem ser tratados apenas como motivo para desconto: é preciso saber o que será necessário para devolver o veículo ao serviço.

8. Cabine, conforto e sistema elétrico

Examine bancos, cintos, comandos, leito, fechaduras, vidros e mecanismos de basculamento e travamento da cabine. Procure infiltrações, corrosão e sinais de reparos. Teste ar-condicionado, climatizador e equipamentos anunciados. Cabine bem conservada é um ponto favorável, mas não comprova o estado mecânico.

Confira partida, iluminação, baterias, alternador e avisos do painel. Adaptações elétricas e acessórios devem funcionar corretamente e ter instalação adequada. Para viagens longas, conforto e tipo de cabine podem pesar na procura; para operações locais, outras características podem ser mais importantes.

9. Carroceria, implemento e adequação à operação

Se houver baú, tanque, basculante, equipamento hidráulico ou outro implemento, avalie-o separadamente. Confira estrutura, funcionamento, manutenção e compatibilidade com o chassi. Pergunte se ele está incluído no anúncio e estime o custo de reforma ou remoção.

Considere ainda o peso do conjunto e a capacidade disponível para carga. Um equipamento pode agregar valor para quem precisa dele e gerar despesa para quem terá de substituí-lo. Por isso, compare anúncios de chassi e de veículos implementados com cuidado.

10. Documentação e facilidade de revenda

Confira a identificação do veículo e a correspondência com os documentos. Verifique a situação documental nos canais oficiais e esclareça registros de alterações, histórico de sinistro ou leilão e eventuais restrições antes da compra. Informações incompletas dificultam uma avaliação confiável.

Pesquise a procura pela configuração na sua região, a oferta de peças, as oficinas disponíveis e o suporte da marca. Um caminhão bem conservado pode levar mais tempo para vender se sua configuração atender a poucos compradores. A facilidade de revenda depende tanto do veículo quanto do mercado em que será oferecido.

11. Transforme a inspeção em uma decisão de preço

Organize a avaliação em três partes: estado atual, serviços necessários antes de operar e manutenção provável no início do uso. Solicite orçamentos e acrescente os custos de transferência, transporte e adequação à sua atividade. Considere também os dias em que o caminhão ficará parado para reparos.

Custo inicial estimado = preço negociado + serviços imediatos + despesas de transferência, transporte e adequação. Use esse total para comparar as opções. Ele não é uma fórmula automática de valor de revenda: não existe um desconto universal por quilômetro, por ano ou por peça substituída. Histórico comprovado, estado do conjunto e procura pela configuração precisam ser analisados juntos.

Antes de fechar negócio, reúna inspeção presencial, diagnóstico eletrônico e teste de rodagem com um profissional de confiança. Registre as condições observadas e os serviços orçados. Isso torna a negociação mais concreta e ajuda a distinguir uma boa oportunidade de um preço baixo acompanhado de despesas elevadas.

Referência sobre preços médios: orientações da FIPE. As dicas de inspeção são um roteiro geral de avaliação; os procedimentos técnicos dependem do modelo e de seus equipamentos.

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Calcule a velocidade pela rotação do motor

Os valores iniciais são um exemplo editável. Use a configuração do veículo que deseja estudar.

Informe a relação da marcha, não seu número: 1 significa relação direta 1:1. Use vírgula ou ponto apenas para decimais.

Obs: para estudar a velocidade de operação, respeite a faixa de torque do motor. O ideal é fazer o cálculo dentro da Faixa de rotação econômica indicada no comparador. Confira esses valores no grupo Motor.
Fórmula utilizada

Velocidade (km/h) = rotação (rpm) × 60 × circunferência de rolamento do pneu (m) ÷ [1000 × relação da marcha × relação total do diferencial].

Velocidade teórica para a rotação escolhida. Não representa a velocidade máxima homologada nem garante que o veículo consiga sustentá-la sob carga. A circunferência varia conforme pneu, pressão, carga e desgaste.

Potência auxiliar e distância estimada de frenagem

Modelo da planilha fornecida pela DataTruck, para aplicações rodoviárias. Valores iniciais de exemplo; escolha o peso e a potência disponíveis na configuração estudada.

Informe pesos em kg, sem separador de milhar. A potência auxiliar varia com a rotação, marcha, temperatura e disponibilidade dos sistemas; não some valores máximos que não possam ocorrer simultaneamente.

Fórmulas e premissas

Inclinação: θ = arctan(rampa ÷ 100). Força da descida = massa × 9,80665 × sen θ.

Velocidade de equilíbrio (km/h) = potência (cv) × 735,5 ÷ força da descida × 3,6. Em piso plano, essa equação não define velocidade.

Desaceleração = 9,80665 × (μ × cos θ − sen θ). Distância estimada (m) = (velocidade ÷ 3,6)² ÷ (2 × desaceleração) + (velocidade ÷ 3,6) × 1,5.

μ é o coeficiente estimado do pavimento selecionado. Para referência em piso molhado, a planilha aplica 0,70 à velocidade de equilíbrio.

Obs: simulação teórica; não determina velocidade máxima permitida nem distância mínima garantida. Não considera atraso pneumático, aquecimento/perda de eficiência dos freios, distribuição de frenagem ou variação real da aderência. Confira as orientações da fabricante e da operação.

Comprimento do implemento — cavalos mecânicos

Informe as cotas em milímetros. Os valores iniciais são o exemplo 6x2/6x4 da planilha fornecida.

O campo de comprimento total permite calcular um cenário individual. A tabela abaixo calcula automaticamente todos os comprimentos listados, independentemente desse campo. Use as referências de medição da FT/desenho do veículo. Alterar a tração muda o sinal da posição da quinta roda na fórmula; confira e ajuste as cotas ao veículo estudado.

Fórmulas da planilha

6x2/6x4: comprimento útil do cavalo = balanço dianteiro + entre-eixos + posição da quinta roda.

4x2: comprimento útil do cavalo = balanço dianteiro + entre-eixos − posição da quinta roda.

Comprimento do implemento = comprimento total considerado − comprimento útil do cavalo + posição do pino-rei.

A tabela reproduz os comprimentos de conjunto usados na planilha como cenários geométricos. Não os identifica como limites legais ou autorização de circulação; confira a legislação aplicável e as interferências entre cabine, implemento e conjunto.

Posição da quinta roda — cavalo

Confira a posição de referência e simule a transferência de peso. Valores iniciais ilustrativos; ajuste os dados ao veículo.

Caminhão 6x2 ou 6x4

Distâncias

Tara (kg)

Conferir capacidades de carga adotadas

Os exemplos usam 6.000 kg na frente e 10.000 kg no traseiro do 4x2 ou 17.000 kg no conjunto traseiro do 6x2/6x4. Ajuste conforme os limites aplicáveis ao veículo.

Fórmula simplificada para transferência de peso

Como a posição é calculada

Carga adicional disponível = capacidade adotada dianteira − tara dianteira + capacidade adotada traseira − tara traseira.

Posição à frente do apoio traseiro = distância entre apoios × (capacidade dianteira − tara dianteira) ÷ carga adicional disponível.

No 6x2/6x4, o apoio traseiro é o ponto médio entre os eixos traseiros; a distância entre apoios é o entre-eixos até o primeiro traseiro mais metade do entre-eixos traseiro.

Peso transferido = carga adicional disponível × deslocamento ÷ distância entre apoios. Para obter o deslocamento, inverta essa conta.

A posição busca aproveitar simultaneamente as capacidades restantes adotadas para os apoios. É uma posição de referência calculada, não o centro de gravidade físico do veículo. Confira também carga real da quinta roda, limites dos componentes, folgas e posições permitidas pela fabricante.

Cálculo do frete rodoviário - Planilha ANTT -

Preencha item por item nos campos brancos. Os campos amarelos e os totais são calculados automaticamente e não podem ser editados. Valores em R$, km, horas, litros e toneladas conforme a coluna Unidade; percentuais como 2 para 2%.

Modelo da planilha fornecida, com referência à Resolução ANTT nº 4.810/2015. Exemplos históricos: atualize os valores. Para piso mínimo vigente, consulte a calculadora oficial da ANTT ↗.

Custo fixo mensal
DescriçãoUnidadeValor
Quanto custa o caminhão novo?R$
Qual o preço de revenda do caminhão?R$
Quantos anos possui o veículo, considerando a data atual e o ano de fabricação?Anos
Valor da depreciação mensal do veículoR$
Quanto custa o implemento novo?R$
Qual é o preço de revenda do implemento?R$
Quantos anos possui o implemento, considerando a data atual e o ano de fabricação?Anos
Valor da depreciação do implementoR$
Qual foi o rendimento da poupança no último mês%
Valor médio do veículo e implementoR$
Remuneração mensal do capitalR$
Qual é o percentual de encargos sociais pagos sobre o salário do motorista?%
Qual é o valor do salário pago ao motoristaR$
Quantos motoristas são empregados por veículo?Número
Custo mensal de mão-de-obraR$
IPVAR$
DPVATR$
LicenciamentoR$
Taxa de vistoria veicularR$
Taxa de vistoria tacógrafoR$
Custo mensal com tributos sobre veículoR$
Qual é o valor do contrato anual de seguro do caminhão?R$
Custo mensal com seguro do veículoR$
Qual é o valor do contrato anual de seguro do implemento?R$
Custo mensal com seguro do implementoR$
Seguro contra avaria AzR$
Custo mensal com seguro contra avaria AzR$
RastreamentoR$
Custo mensal com rastreamentoR$
Custo fixo mensalR$
Operação de Transporte
DescriçãoUnidadeValor
Na média, quantas horas o(s) motorista(s) trabalha(m) por mês?Horas
Na média, quantas horas se leva para carga e descarga nas operações?Horas
Na média, qual é a velocidade do veículo nas operações de transporte?Km/Hora
Qual é a capacidade de carga do veículo?Toneladas
Qual é a distância percorrida na operação de transporte, considerando a saída do embarcador até a chegada no destinatário?Km
Custo variável por km
DescriçãoUnidadeValor
Qual é a proporção de gasto com manutenção em relação ao preço do veículo?%
Qual é a média mensal de quilômetros percorridos pelo veículo?Km
Custo de manutenção por KmR$
Qual é o preço médio do diesel, considerando os locais que geralmente abastece o veículo? R$/Litro
Qual é o rendimento médio de combustível no seu veículo?Km/Litro
Custo com combustível por KmR$
Qual é o preço do litro do aditivo ARLA 32R$/Litro
Qual é o rendimento médio do ARLA 32 no seu veículo?Km/Litro
Custo do ARLA 32 por KmR$
Quanto custa o litro do lubrificante usado no motor?R$/Litro
Qual é a capacidade de óleo do carter do veículo? Litros
Com quantos quilômetros ocorre a troca do óleo de motor?Km
Quantos litros de lubrificantes é reposto a cada 1000 km?Litros
Custo com lubrificantes por KmR$
Quanto custa a lavagem completa do veículo?R$
Qual é a distância percorrida entre as lavagens do veículo?Km
Custo com lavagem por KmR$
Quanto custa um pneu novo para o seu veículo?R$
Quanto custa uma câmara nova? (se houver)R$
Quanto custa um protetor novo? (se houver)R$
Quanto custa a recauchutagem ou recapagem do pneu?R$
Quantas vezes o pneu é recauchutado ou recapado até ser descartado?Número
Quantos pneus são utilizados no veículo trator e no implemento?Número
Quantos quilômetros dura, em média, o pneu utilizado?Km
Custo com pneus e recauchutagens por KmR$
Custo Seguro carga por kmR$
Custo Seguro carga por kmR$
Custo variável por KmR$
Custo variável por tonelada
DescriçãoUnidadeValor
Taxa Assessoria SindiadubosR$
Custo variável por TonsR$
Simulação — Custo Total
DescriçãoUnidadeValor
Custo por toneladaR$
Custo por KmR$
Custo por viagemR$
Impostos Transportador
DescriçãoUnidadeValor
FIMPOSTOS = 1 / (1 - 3% IMP)Fator
Custo por viagemR$
Simulação — Valor Final Total
DescriçãoUnidadeValor
FIMPOSTOS = 1 / (1- 10%Adm - 8,28%IMP)Fator
Valor final por viagemR$
Preço final por toneladaR$

A planilha aplica os fatores de impostos em sequência. Confira os percentuais para evitar duplicidade; não foi acrescentada margem de lucro. Seguro da carga: a segunda linha apenas apresenta o valor da primeira e entra uma vez no total. ARLA pode ficar zerado quando não aplicável. Valores calculados incluem depreciação, remuneração do capital, motorista, taxas, seguros, manutenção, combustível, lubrificantes, lavagem e pneus.

Comprimento da carroceria — 2 eixos

Preencha os limites de carga adotados, taras e cotas do veículo. Os valores iniciais são exemplos da aba correspondente da planilha.

Desenhos de referência da planilhaDesenho de referência da aba Comp. de Carroceria - 2 eixosDesenho de referência da aba Comp. de Carroceria - 2 eixos
Como o cálculo funciona

Saldo de cada apoio = capacidade adotada − tara. A fórmula posiciona o centro geométrico da carroceria para aproveitar os saldos dianteiro e traseiro, supondo peso adicional uniformemente distribuído.

X = saldo dianteiro × EEC ÷ saldo total. Comprimento L = 2 × (EEC − D − X) no 2/3 eixos.

A posição do início da carroceria e as distâncias devem seguir as referências do desenho original. A fórmula não desconta separadamente a tara da carroceria nem cargas concentradas.

Verificações reproduzidas da planilha; não são autorização de instalação ou circulação. Na aba de 4 eixos, o critério de 60% usa o comprimento da carroceria L; nas outras, usa a distância entre eixos indicada. Os limites de 3.500 e 14.000 mm são parâmetros do arquivo fornecido.

Comprimento da carroceria — 3 eixos

Preencha os limites de carga adotados, taras e cotas do veículo. Os valores iniciais são exemplos da aba correspondente da planilha.

Desenhos de referência da planilhaDesenho de referência da aba Comp. de Carroceria - 3 eixosDesenho de referência da aba Comp. de Carroceria - 3 eixos
Como o cálculo funciona

Saldo de cada apoio = capacidade adotada − tara. A fórmula posiciona o centro geométrico da carroceria para aproveitar os saldos dianteiro e traseiro, supondo peso adicional uniformemente distribuído.

X = saldo dianteiro × EEC ÷ saldo total. Comprimento L = 2 × (EEC − D − X) no 2/3 eixos.

A posição do início da carroceria e as distâncias devem seguir as referências do desenho original. A fórmula não desconta separadamente a tara da carroceria nem cargas concentradas.

Verificações reproduzidas da planilha; não são autorização de instalação ou circulação. Na aba de 4 eixos, o critério de 60% usa o comprimento da carroceria L; nas outras, usa a distância entre eixos indicada. Os limites de 3.500 e 14.000 mm são parâmetros do arquivo fornecido.

Comprimento da carroceria — 4 eixos

Preencha os limites de carga adotados, taras e cotas do veículo. Os valores iniciais são exemplos da aba correspondente da planilha.

Desenhos de referência da planilhaDesenho de referência da aba Comp. de Carroceria - 4 eixosDesenho de referência da aba Comp. de Carroceria - 4 eixos
Como o cálculo funciona

Saldo de cada apoio = capacidade adotada − tara. A fórmula posiciona o centro geométrico da carroceria para aproveitar os saldos dianteiro e traseiro, supondo peso adicional uniformemente distribuído.

X = saldo dianteiro × EEC ÷ saldo total. Comprimento L = 2 × (EEC − D − X), somando metade do entre-eixos dianteiro à expressão interna no 4 eixos.

A posição do início da carroceria e as distâncias devem seguir as referências do desenho original. A fórmula não desconta separadamente a tara da carroceria nem cargas concentradas.

Verificações reproduzidas da planilha; não são autorização de instalação ou circulação. Na aba de 4 eixos, o critério de 60% usa o comprimento da carroceria L; nas outras, usa a distância entre eixos indicada. Os limites de 3.500 e 14.000 mm são parâmetros do arquivo fornecido.

Distribuição de peso — mecanismo operacional

Calcula o peso adicional sobre os apoios pela posição do centro geométrico do mecanismo. Escolha o exemplo de 2, 3 ou 4 eixos e ajuste as cotas.

Desenhos de referência da planilhaDesenho de referência da aba Dist. de peso - veículo com M.ODesenho de referência da aba Dist. de peso - veículo com M.ODesenho de referência da aba Dist. de peso - veículo com M.ODesenho de referência da aba Dist. de peso - veículo com M.O
Fórmula utilizada

Peso traseiro adicional = peso do mecanismo × distância ao centro geométrico ÷ entre-eixos de cálculo.

Peso dianteiro adicional = peso do mecanismo − peso traseiro adicional.

Modelo de dois apoios; para conjuntos de eixos, o EEC deve ser medido entre os centros dos apoios. O cálculo mostra acréscimos, não cargas totais: some as taras e os demais pesos para conferir limites por eixo.

Calcule a capacidade de rampa

Escolha uma configuração e um peso. Os valores iniciais são um exemplo, não os dados dos veículos comparados.

Coeficientes estimados. Eficiência da transmissão fixada em 0,90. Informe 74000 para 74 toneladas; use vírgula ou ponto apenas para decimais.

Como a conta é feita

Força de aderência = peso nos eixos de tração × coeficiente de aderência.

Força de tração (kgf) = torque × relação da marcha × relação total do diferencial × 0,90 ÷ (9,80665 × raio de rolamento).

Rampa aproximada (%) = 100 × [menor força − peso total × resistência ao rolamento ÷ 1000] ÷ peso total.

O raio é obtido da circunferência de rolamento cadastrada para o pneu, dividida por 2π.

Estimativa em baixa velocidade: não considera transferência de peso, resistência aerodinâmica, embreagem ou limites térmicos. Não substitui a capacidade publicada na FT. O percentual indica metros de subida a cada 100 metros na horizontal.